
Após mais de 50 dias na Cidade do México, já era hora de ir embora. Afinal, trabalhar em Copa do Mundo é muito importante para a profissão de jornalista, mas exige muito empenho, gera preocupações, estressa.
O problema maior é que quando cheguei já sabia que todos os voos estariam lotados e as chances de deixar a capital no dia seguinte ao término do Mundial de 1986 eram mínimas. Eu tinha bilhete confirmando, porém só para 48 horas após o jogo de encerramento.
Como meu destino não era São Paulo, mas sim Miami (onde Mara, minha mulher, já me aguardava), resolvi arriscar. De madrugada fui para o aeroporto. Estava um verdadeiro caos: filas intermináveis, gente se trombando, balcões congestionados... pior do que costuma ocorrer em Guarulhos. Tive muita sorte, porém. Consegui lugar em um avião da Mexicana. O voo tinha duas escalas. E uma delas era um privilégio: a paradisíaca Cozumel.

A ilha, localizada no Caribe mexicano, tem como principal atividade o turismo, com toda a estrutura necessária – hotéis, restaurantes, passeios, praias fantásticas. É muito procurada por mergulhadores, devido às suas águas claras e quentes e a grande concentração de vida marinha, com uma das maiores formações de coral do mundo (ao sul, em direção a Belize, fica a segunda maior barreira de corais do mundo, depois da australiana).


Megulhar em Cozumel é visitar um mundo especial e diferente debaixo d’água. A beleza submarina deixa os mergulhadores experientes fascinados e os que estão mergulhando pela primeira vez apaixonados, segundo relatam esses esportistas. “Realmente é uma ilha encantadora com suas águas cristalinas, recifes de coral estendendo-se por todo o lado sul, uma vida marinha riquíssima e muita vegetação fazem de Cozumel uma verdadeira festa”, conta um deles.
Cozumel é absolutamente plana. Com o avião fazendo o procedimento de pouso, a gente tem a impressão de que vai descer em pleno oceano. Em torno da costa da ilha encontram-se praias de areia branca e mar azul-turquesa de grande beleza.

No século XX Cozumel tornou-se conhecida graças à divulgação do cineasta e oceanógrafo francês Jacques Cousteau, mundialmente famoso por suas viagens de pesquisa, a bordo do barco Calypso.

A ilha (na visão por satélite)tem cerca de 48 km de norte a sul e 16 km de leste a oeste, área de 647,33 km². Seu nome oficial: San Miguel de Cozumel, fundada em 1974, com população em torno de 73 mil habitantes. Descoberta em 3 de maio de 1518 pelo capitão espanhol Juan de Grijalva, foi por ele chamada de Santa Cruz de la Puerta America. Dias depois ele mandou oficiar nas praias de Cozumel a primeira missa católica no México.
Seu clima é tropical, com variações mínimas e tempestades tropicais. Temperatura média no ano é de 30°C.

Desde 2009, a ilha conquistou o privilégio de abrigar uma etapa do circuito Ironman de Triathlon. Cerca de 2.200 atletas disputam as 50 vagas para o campeonato mundial, realizado em outubro, no Havaí. A prova, como é comum no circuito ironman, atrai atletas de diversos países. A peculiaridade é que, por ser realizada depois do campeonato mundial, as vagas conquistas em Cozumel valem para o ano seguinte.
O idioma oficial é o espanhol e a moeda é o peso mexicano. Há voos semanais de São Paulo a Cancun. Existem também diversos fretamentos com pacotes de sete noites. De Cancun para Cozumel há uma ponte aérea com voos de meia em meia hora. Outra opção é ir via Miami, pois dessa cidade parte um voo diário da Mexicana de Aviacion.
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