quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Encontros nas esquinas do mundo



Argel, 1974. Aquela correria rotineira de cobertura da Seleção Brasileira. Cheguei do Brasil, era começo de excursão. Encontro o Zé Maria de Aquino (foto) nas ruas estreitas da capital da Argélia. Zé vinha nem-sei-de-onde, realizando alguma reportagem especial para a revista Placar. Foi escalado para acompanhar a viagem dos pupilos de Zagallo. Nem tinha reserva de hotel. Tentou conseguir um lugar para descansar, sem sucesso, pois todos os hotéis estavam lotados. Fomos juntos ao treino da seleção. Jantamos com uma turma grande de jornalistas e ouvimos muitas histórias, repletas de detalhes, contadas pelo “senador” Mauro Pinheiro, saudoso comentarista da Rádio Bandeirantes. Só então eu soube que naquela noite o Zé Maria era um “sem-teto”. Eu e meu companheiro de quarto de hotel o “escalamos” e ele foi dormir no tapete, no pequeno espaço compreendido entre uma cama e outra.

Como essa, há inúmeras histórias que marcam a nossa amizade. Estivemos juntos em um amplo Congresso Mundial da AIPS (Associação Internacional de Imprensa Esportiva). Foi em 1982, em Paris. Circulamos sem parar por todos os cantos da capital francesa, onde já havíamos estado várias vezes, sempre explorando o excelente metrô parisiense. Antes do congresso, fomos a Londres em uma ótima viagem de trem, atravessando o Canal da Mancha. Londres, para nós, não era novidade. Mas esse tipo de viagem, sim. Tivemos como companheiros de congresso Flávio Iazzetti, Aroldo Chiorino e Flávio Adauto. Zé e eu trabalhamos juntos no período de 82 a 90, no Estadão. E durante anos, lutamos pela classe, tanto na Aceesp (Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo) quanto na Abrace (a associação brasileira), sempre com Adauto, Iazzetti, Chiorino e tantos outros.

Em um encontro na Aceesp, eu, Otávio Muniz e Zé Maria de Aquino.





Competente jornalista, José Maria de Aquino iniciou na profissão em 1966, no Jornal da Tarde. Formou uma dupla de sucesso com o repórter Vital Battaglia. No seu primeiro número, o “JT” deu a seguinte matéria de capa: “Pelé casa no Carnaval”. Furo nacional da dupla (no jargão jornalístico, furo é notícia inédita). Zé e Bataglia fizeram a cobertura do casamento de Pelé com Rose, na igreja do Embaré, Santos, em pleno domingo de Carnaval. Eu também. Na época, era repórter do Diário Popular. Jovem, fui ao baile de sábado, no bairro Cidade Vargas, zona sul de São Paulo, e de lá segui direto para Santos.

Zé Maria conquistou Premio Esso de 1968 (com Michel Laurence). Foi repórter da Placar entre 1970 e 1982. Conquistou dois prêmios Editora Abril. Atuou como repórter do Estadão entre 82 e 90. Foi chefe de reportagem da TV Globo, comentarista da Copa 82, cobriu três Olimpíadas e quatro Copas do Mundo. Atua na Tv-Terra e na RBTV.

É do Zé Maria o texto abaixo. Ele postou no seu blog, homenageando a cidade de São Paulo, que comemora 456 anos. Vale a pena acompanhar.



SAUDADE DO BONDE CAMARÃO E DA GAROA

Era verão, 06 de janeiro, lá se vão 59 anos, quando cheguei, moleque, maleta na mão, à cidade grande.

Não me assustei. São Paulo era tranquila. Bondes nos trilhos, chapéu na cabeça dos senhores, guarda-chuva pendurado no braço, paletó e gravata. Olhar de cobiça nos joelhos das moças quando tomavam embalo para subir. Era tudo que se permitiam.

Era verão, mas logo veio o outono de céu limpo, brisa suave, mulheres bem vestidas, lenços de seda no pescoço, saias no meio das canelas.

E em seguida o inverno, severo, forte, e a garoa que castigava, fazia doer os ossos, endurecer os pés, obrigar o uso de luvas, pensar três vezes antes de virar a esquina. As rádios informavam mortes de mendigos que não conseguiam abrigo.

Sua população era infinitamente menor, assim como seus problemas. Mas seus braços acolhedores já eram enormes, de gigante, assim como a cidade se tornaria.

Deixei que ela me acolhece, sem me engolir. Aprendi, acompanhando seu ritmo, a ser um dos seus muitos filhos, criando, mais tarde, os meus. Ensinando a eles seus segredos: não parar nunca, trabalhar sempre, saber que ela não dá nada, mas oferece tudo, o mais importante: a oportunidade.

São Paulo comemora 456 anos. É uma criança robusta que cresceu demais, desordenada, e se espreme nas roupas apertadas. Perdeu a garoa que a adjetivava, tornou-se mais dura, nervosa, violenta, mas seus braços continuam abertos, acolhedores.

Outro dia li que 57% das pessoas que aqui vivem gostariam de deixá-la. Não acredito. Não quero acreditar. Não posso. São pessoas que nunca viveram em outros lugares, que por ela ser acolhedora esperam receber ao invés de buscar. Ou a pesquisa foi feita no momento do rush, da descarga de adrenalina, do estresse no trânsito.

Só pode ser.

Façam outra pesquisa meia hora depois. Quando os dedos dos pés estiverem livres dos sapatos que apertam, depois do abraço dos filhos que esperam na porta da casa ou do casebre e verão a diferença. Ouvirão as pessoas cantando uma velha marchinha de carnaval que dizia: "daqui não saio, daqui ninguém me tira…"

Como faço agora, para dizer, mais uma vez, muito obrigado, São Paulo.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Homenagem ao competente Zé Nello Marques


Que legal! Tive a chance de reencontrar com um velho amigo: José Nello Marques, que conheço há 32 anos, desde quando fui contratado pelo mestre Fernando Vieira de Mello para ser o coordenador de esportes da rádio Jovem Pan. Esta semana fui visitar o Nello na Rádio Record. Nello comanda um excelente programa de jornalismo (“A Voz de São Paulo”) de segunda à sexta, das 16 às 18 horas, na Record (AM 1.000 kHz).













Nello foi homenageado pelo presidente do Conselho Regional de Biomedicina, Marco Antonio Abrahão (foto acima), durante o seu programa, recebendo medalha comemorativa aos 30 anos de regulamentação da Biomedicina (foto abaixo). Também recebeu o livro “Biomedicina – Um painel sobre o profissional e a profissão”, de minha autoria, com tiragem de 25 mil exemplares, já distribuído por todo País. Zé Nello também entrevistou Abrahão sobre o polêmico “Ato Médico”, um projeto de lei que está no Senado e tem o objetivo de regulamentar a Medicina, mas que na sua essência prejudica as demais 13 profissões da saúde já devidamente regulamentadas.













A reportagem nos estúdios da rádio Record permitiu o nosso reencontro, do Zé Nello e eu. Quando cheguei à Jovem Pan em 1978, levado pelo saudoso amigo Cândido Garcia (eu vinha da editoria de esportes da Folha de S. Paulo), encontrei o Zé Nello no jornalismo. Além de repórter especial da emissora, ele apresentava o “Plantão de Domingo”, programa que explorava jornalismo e esporte, antes das “Jornadas Esportivas” (transmissão de jogos de futebol). E eu, pela minha função, acabei produzindo o esporte no seu programa. O tempo passou, o entrosamento aumentou, e toda vez que um grande acontecimento esportivo era programado, o Nello era incluído, participando com reportagens. Principalmente quando de transmissões internacionais no Brasil, como no caso do GP. Do Brasil de Fórmula-1, em Interlagos.

Quando, em 1982, Estevam Sangirardi levou o seu “Show de Rádio” da Pan para a Bandeirantes, o diretor de jornalismo Fernando Vieira de Mello pediu que eu criasse um novo programa para ir ao ar após as transmissões de futebol. Montei o que se transformou no premiado “Terceiro Tempo” (toda a história de como surgiu o Terceiro Tempo” está neste blog e no site do Milton Neves: www.miltonneves.com.br). E o que é que o Zé Nello tem a ver com o “Terceiro Tempo”? Explico: eu o indiquei para ser o âncora do novo programa. O Tuta, proprietário da Jovem Pan, analisou a proposta do programa e do apresentador. Sugeriu Milton Neves, que estava se revelando no QG de Esportes da emissora. Segundo o Tuta, o Nello já ancorava o “Plantão de Domingo”. Acumular dois programas no mesmo dia seria muito, para o apresentador e para os ouvintes.

O “Terceiro Tempo” com o Milton Neves deu no que deu: sucesso total. No ano seguinte, indicado por Sangirardi, fui trabalhar na Rádio Bandeirantes, na mesma função que exercia na Pan. E pouco depois, a Band também contratou o Zé Nello, que foi ser âncora do programa de jornalismo “Acontece”, todas as tardes. E eu passei a produzir as “entradas” do esporte no “Acontece”, como ocorria no passado no “Plantão de Domingo” da Pan.

A vida de jornalista é sempre muito agitada. Sai da Band, voltei para os jornais. E passei a trabalhar, também, com o saudoso Miguel Dias (meu antigo companheiro de Jovem Pan) na sua empresa de assessoria de comunicação, a “Nova Imagem”, ao lado de outro companheiro: José Nello Marques. Ele e eu éramos “frilas” (jargão jornalístico), ou “free-lancers” (profissionais autônomos).

Sobre o Miguel Dias, vale um destaque. Ele veio de Botucatu (interior de São Paulo). O jornalista Edgar Elias Alves Rodrigues, que havia trabalhado na minha equipe na Folha de S. Paulo, fez a indicação. Como a Jovem Pan estava precisando de um jornalista, eu o indiquei para o Fernando Vieira de Mello. E Miguel teve a chance de começar na Capital por meio da JP, onde realizou grandes trabalhos.

Anos depois, quando as Organizações Globo resolveram transformar a antiga Rádio Excelsior em “CBN” (Central Brasileira de Notícias), um esquema de jornalismo 24 horas inédito em São Paulo, Miguel Dias e Zé Nello foram convidados a participar da programação da nova emissora: Miguel com um programa matutino e Nello com um vespertino. E eu tive uma satisfação dupla: os dois me convidaram para produzir seus programas. A decisão partiu do Miguel: “Sérgio, faz o seguinte: se você quiser trabalhar de manhã, vem para o meu programa. Mas, se preferir o período da tarde, vai trabalhar com o Nello. Você escolhe”. Porém, desta vez não deu certo: não cheguei a um acordo financeiro com o diretor de jornalismo da emissora.

Fui para a Agência Estado, para a Ansa (Agência Italiana de Notícias), fiz um trabalho de “frila” para o Estadão (onde já havia trabalhado entre 80 e 89), para o portal do Estadão e ainda passei pelo Diário Popular (pela terceira vez na minha carreira). O Miguel Dias esteve na TV Record e depois foi para a Rádio Globo. E o Zé Nello voltou à Rádio Bandeirantes, onde permaneceu por muitos anos e também atuou na TV Band. Até chegar agora na Rádio Record, onde conduz um programa jornalístico com a sua grande habilidade, competência e credibilidade.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Estevam Sangirardi, um "Show de Rádio"



O grupo sempre entrava no ar alguns minutos após o encerramento dos jogos, com suas imitações de jogadores e de personalidades da vida política e artística do Brasil nos anos 70 e 80. O programa: “Show de Rádio”. A emissora: Jovem Pan.

Quem gosta de futebol e de rádio ainda deve se lembrar de “Didu Morumbi”, o fanático e esnobe torcedor do São Paulo. Ou do malandro “Joca”, sempre torcendo pelo seu “Coringão, o bão!”. Ou do casal formado pelo “Comendador Fumagalli” e “Noninha”, de ouvidos grudados no rádio, atentos ao jogo do Palestra.

Esses personagens foram criados pelo versátil Estevam Sangirardi, o velho “Sanja”, como era conhecido por todos. No seu famoso “Show de Rádio”, que marcou a história radiofônica do País, Sangirardi e sua equipe comandavam a festa do futebol após cada transmissão ao vivo de jogos da rodada dos campeonatos.

Conheci Sangirardi em 1978, logo após sair da Folha de S. Paulo, onde era editor de esportes. Fui convidado por Cândido Garcia (e contratado por Fernando Vieira de Mello) para coordenar o futebol da Pan, no exato momento em que Osmar Santos deixava aquela emissora e ia para a Globo. E a Pan promovia o narrador José Silvério. Os comentaristas eram Orlando Duarte, Randal Juliano e Cláudio Carsughi; os repórteres, Fausto Silva, Cândido Garcia, Flávio Adauto e Wanderley Nogueira (este começando a carreira); no plantão esportivo, Milton Neves. Após o futebol, “Sanja” deitava e rolava com o seu “Show de Rádio”.

O show era comandado pelo sampaulino Estevam Bourroul Sangirardi, com as participações de Geraldo Barreto, Eduardo Leporace depois Nelson Tatá Alexandre, Carlos Roberto Escova, Serginho Leite, Odayr Baptista, Ciro “Biro” Jatene, João Kleber, Alaor Coutinho, Chiquinho Ferrão, Douglas Rasputim, Cassiano Ricardo e outros.


Os personagens constantes do show eram o esnobe “Didu Morumbi” (Sangirardi), podre de rico, torcedor fanático do “Saint Paul de mon petit coeur” e o seu fiel mordomo “Archibald”, corintiano, que anunciava ao “milorde”, as muitas visitas à mansão; os palmeirenses eram representados pelo “Comendador Fumagali” e pela “Noninha”, que tinham um cachorro chamado “Vardemá Fiume”; os corintianos eram o “Joca” e sua mulher “Nega”, com o guia espiritual “Pai Jaú”; o “Zé das Docas” e o “Lança Chamas” eram santistas e o casal “Manoel” e “Maria” eram torcedores da Portuguesa. Durante o programa as imitações se multiplicavam com “entrevistas” a Rivellino, Pelé e várias personalidades políticas imitados pela equipe.

Destaque para um dos melhores quadros desse show: a “Rádio Difusora de Camanducaia”, criada por Odayr Baptista, sempre transmitindo diretamente do Largo da Matriz, “falando para a cidade e cochichando para o interior” na voz empostada do locutor “Alberto Júnior”. As transmissões de futebol dessa rádio ficavam a cargo de “Alberto Neto” (o mesmo Odayr) que fazia uma imitação impagável do Fiori Gigliotti e que muitas vezes era enviado para um estádio vazio, por engano.

Convivi com Sangirardi entre 1978 e 1982. Aos domingos ele chegava por volta das 13 horas na redação da Jovem Pan, no 24º andar do edifício Sir Winston Churchill, na avenida Paulista, sede da emissora. Em seguida, colocava várias folhas de papel com carbono na sua predileta máquina de escrever Remington, cor “cinza ratinho” e começava a redigir o roteiro do programa. As cópias eram necessárias para distribuir o roteiro aos integrantes do “Show de Rádio”. Naquela época ainda não havia computador e impressora.

“Sanja” ficava ao fundo da redação. Minha mesa era ao lado da dele. Eu cuidava da coordenação da jornada esportiva e ele acompanhava a transmissão com muita atenção, enquanto escrevia. Quando surgia algum lance importante, ele mandava separar para incluir a gravação em seu programa. “Separa esse!”, gritava para a Central Técnica. A resposta de Paulo Freire vinha rápidamente: “Pode deixar”. Aos poucos, os integrantes da sua equipe chegavam, brincando, mas querendo saber o que “Sanja” estava preparando. E antes do fim do jogo estavam todos prontos para o “Show”. Cada um recebia o seu roteiro e todos iam para o estúdio. Jogo terminado, um rápido comentário de Orlando Duarte sobre a partida e José Silvério chamava o programa.

Começava o “Show”. Todos riam do que faziam, mas não demonstravam quando liam seus textos. Os técnicos que estavam na Central de Operações, se divertiam com todo aquele cenário. A festa estava no ar. O esquema se repetia nas noites de quarta-feira. E voltava ao ar no outro domingo. Fora do estúdio, os ouvintes acompanhavam tudo em seus veículos, saindo do estádio, nas residências, no trabalho, nas redações dos jornais...

O “Show de Rádio” surgiu em 1969, na Jovem Pan. Sugestão de Joseval Peixoto, narrador e diretor de esportes da emissora na época, a Antonio Augusto Amaral de Carvalho, o “Tuta”, proprietário da Pan, como conta Carlos Coraúcci, autor do livro “Um show de rádio – a vida de Estevam Sangirardi”. A proposta era de algo diferente, de preferência com humor, para conquistar espaço nas transmissões esportivas:

“Estava difícil concorrer com Pedro Luis e Mário Moraes na Tupi e com Fiori Gigliotti e Mauro Pinheiro na Bandeirantes. Principalmente no interior de São Paulo, onde a PRG-2 Rádio Tupi/SP e a PRH-9 Rádio Bandeirantes eram muito melhor sintonizadas pelas suas ondas curtas. Ouvir radio AM no interior, só após às 18 horas, assim mesmo com alguns chiados”.

Porém na capital paulista era diferente. Com o trio Joseval Peixoto, Leônidas da Silva e Geraldo Blota, o “GB” esbanjando categoria e muitíssimo bom humor, faltava à Jovem Pan o grande diferencial para bater os concorrentes. A “arma secreta”, segundo Joseval, era o talento e a versatilidade de “Sanja”. "A Jovem Pan já tinha em “GB” a sua figura carimbada e em Joseval o complemento para dinamizar e alegrar as jornadas esportivas”, relembra Coraúcci.

“A ideia deu certo e a emissora conquistou altos índices de audiência", acrescenta o autor do livro. “Eu já conhecia o Sangirardi desde a época da Bandeirantes, era só usá-lo como carta na manga. Usamos e deu certo, sorte nossa. Tudo isso com a compreensão e o cavalheirismo do Leônidas e do Álvaro Paes Leme, que cederam parte de seus espaços nos comentários para a inovação que ficou marcada até os dias de hoje”, relembra Joseval.

Após a Copa da Espanha, em 1982, Sangirardi e equipe foram para a Bandeirantes. O que a Pan faria para não cair naquela mesmice da simples cobertura de vestiários pós-jogos? O diretor de jornalismo Fernando Vieira de Mello pediu que fosse encontrada uma solução. Criei um novo programa, tendo como principal novidade um âncora de estúdio (substituindo a apresentação que naquele tempo era feita pelo próprio narrador, diretamente do estádio). Inicialmente, sugeri colocar José Nello Marques. Mas Antonio Augusto Amaral de Carvalho (Tuta), encontrou uma excelente solução: Milton Neves, até então plantão esportivo. A idéia do nome do programa (“Terceiro Tempo”) foi do gerente de jornalismo José Carlos Pereira. E o “Terceiro Tempo” deu no que deu.

Indicado por Estevan Sangirardi, fui contratado em 1983 pelo diretor de esportes Darcy Reis para coordenar o futebol da Bandeirantes. E com o “Sanja” trabalhei por mais alguns anos. Mas o Show de Rádio na Band não teve o mesmo sucesso. Em 27 de setembro de 1994, aos 71 anos, Sangirardi nos deixou. E deixou saudades, muitas saudades.