
Que legal! Tive a chance de reencontrar com um velho amigo: José Nello Marques, que conheço há 32 anos, desde quando fui contratado pelo mestre Fernando Vieira de Mello para ser o coordenador de esportes da rádio Jovem Pan. Esta semana fui visitar o Nello na Rádio Record. Nello comanda um excelente programa de jornalismo (“A Voz de São Paulo”) de segunda à sexta, das 16 às 18 horas, na Record (AM 1.000 kHz).

Nello foi homenageado pelo presidente do Conselho Regional de Biomedicina, Marco Antonio Abrahão (foto acima), durante o seu programa, recebendo medalha comemorativa aos 30 anos de regulamentação da Biomedicina (foto abaixo). Também recebeu o livro “Biomedicina – Um painel sobre o profissional e a profissão”, de minha autoria, com tiragem de 25 mil exemplares, já distribuído por todo País. Zé Nello também entrevistou Abrahão sobre o polêmico “Ato Médico”, um projeto de lei que está no Senado e tem o objetivo de regulamentar a Medicina, mas que na sua essência prejudica as demais 13 profissões da saúde já devidamente regulamentadas.

A reportagem nos estúdios da rádio Record permitiu o nosso reencontro, do Zé Nello e eu. Quando cheguei à Jovem Pan em 1978, levado pelo saudoso amigo Cândido Garcia (eu vinha da editoria de esportes da Folha de S. Paulo), encontrei o Zé Nello no jornalismo. Além de repórter especial da emissora, ele apresentava o “Plantão de Domingo”, programa que explorava jornalismo e esporte, antes das “Jornadas Esportivas” (transmissão de jogos de futebol). E eu, pela minha função, acabei produzindo o esporte no seu programa. O tempo passou, o entrosamento aumentou, e toda vez que um grande acontecimento esportivo era programado, o Nello era incluído, participando com reportagens. Principalmente quando de transmissões internacionais no Brasil, como no caso do GP. Do Brasil de Fórmula-1, em Interlagos.
Quando, em 1982, Estevam Sangirardi levou o seu “Show de Rádio” da Pan para a Bandeirantes, o diretor de jornalismo Fernando Vieira de Mello pediu que eu criasse um novo programa para ir ao ar após as transmissões de futebol. Montei o que se transformou no premiado “Terceiro Tempo” (toda a história de como surgiu o Terceiro Tempo” está neste blog e no site do Milton Neves: www.miltonneves.com.br). E o que é que o Zé Nello tem a ver com o “Terceiro Tempo”? Explico: eu o indiquei para ser o âncora do novo programa. O Tuta, proprietário da Jovem Pan, analisou a proposta do programa e do apresentador. Sugeriu Milton Neves, que estava se revelando no QG de Esportes da emissora. Segundo o Tuta, o Nello já ancorava o “Plantão de Domingo”. Acumular dois programas no mesmo dia seria muito, para o apresentador e para os ouvintes.
O “Terceiro Tempo” com o Milton Neves deu no que deu: sucesso total. No ano seguinte, indicado por Sangirardi, fui trabalhar na Rádio Bandeirantes, na mesma função que exercia na Pan. E pouco depois, a Band também contratou o Zé Nello, que foi ser âncora do programa de jornalismo “Acontece”, todas as tardes. E eu passei a produzir as “entradas” do esporte no “Acontece”, como ocorria no passado no “Plantão de Domingo” da Pan.
A vida de jornalista é sempre muito agitada. Sai da Band, voltei para os jornais. E passei a trabalhar, também, com o saudoso Miguel Dias (meu antigo companheiro de Jovem Pan) na sua empresa de assessoria de comunicação, a “Nova Imagem”, ao lado de outro companheiro: José Nello Marques. Ele e eu éramos “frilas” (jargão jornalístico), ou “free-lancers” (profissionais autônomos).
Sobre o Miguel Dias, vale um destaque. Ele veio de Botucatu (interior de São Paulo). O jornalista Edgar Elias Alves Rodrigues, que havia trabalhado na minha equipe na Folha de S. Paulo, fez a indicação. Como a Jovem Pan estava precisando de um jornalista, eu o indiquei para o Fernando Vieira de Mello. E Miguel teve a chance de começar na Capital por meio da JP, onde realizou grandes trabalhos.
Anos depois, quando as Organizações Globo resolveram transformar a antiga Rádio Excelsior em “CBN” (Central Brasileira de Notícias), um esquema de jornalismo 24 horas inédito em São Paulo, Miguel Dias e Zé Nello foram convidados a participar da programação da nova emissora: Miguel com um programa matutino e Nello com um vespertino. E eu tive uma satisfação dupla: os dois me convidaram para produzir seus programas. A decisão partiu do Miguel: “Sérgio, faz o seguinte: se você quiser trabalhar de manhã, vem para o meu programa. Mas, se preferir o período da tarde, vai trabalhar com o Nello. Você escolhe”. Porém, desta vez não deu certo: não cheguei a um acordo financeiro com o diretor de jornalismo da emissora.Fui para a Agência Estado, para a Ansa (Agência Italiana de Notícias), fiz um trabalho de “frila” para o Estadão (onde já havia trabalhado entre 80 e 89), para o portal do Estadão e ainda passei pelo Diário Popular (pela terceira vez na minha carreira). O Miguel Dias esteve na TV Record e depois foi para a Rádio Globo. E o Zé Nello voltou à Rádio Bandeirantes, onde permaneceu por muitos anos e também atuou na TV Band. Até chegar agora na Rádio Record, onde conduz um programa jornalístico com a sua grande habilidade, competência e credibilidade.


0 comentários:
Postar um comentário