segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Compras em Buenos Aires? Dicas imperdíveis

VAMOS ÀS COMPRAS? - A Avenida Santa Fe, entre Avenida 9 de Julio e Avenida Callao, Buenos Aires.

Aos poucos, à medida em que o vírus Influenza A (H1N1) mostra menor atuação no continente, os brasileiros vão retomando a vontade de viajar e repensando aquele agradável projeto de conhecer ou revisitar Buenos Aires. Momento, portanto, de repassar algumas dicas simplesmente imperdíveis quando se destaca o prazer de fazer compras na capital argentina. As informações são de Priscila Mills, proprietária de agencia boutique de sucesso, conhecida como Argentinique. Como já disse anteriormente, a Pri é minha filha. Vamos às indicações:

“Estamos aqui novamente, direto de Buenos Aires. Desta vez para algumas dicas imperdíveis de compras.

Quase todo mundo que vem para Buenos Aires, acaba indo fazer suas compras na famosa calle Florida. Para fugir dessa rotina vou dar algumas dicas para que conheça os oultles de marcas internacionais e ótimas marcas locais. Caso específico da avenida Córdoba, à altura de Palermo Soho, um shopping ao ar livre e de ótimas ofertas.

A ideia é descobrir produtos lindos, originais, de qualidade, mas a preços bem inferiores...

Vá de táxi para a avenida Córdoba, esquina com Lavalleja. Nas primeiras quadras estão as famosas marcas locais, Koziuko, Ayres, Allo Martinez, Ossira, Wanama e PortSaid (no decorrer do passeio apareceram três lojas Portsaid (vale recorrer às três). Ao chegar à avenida Scalabrini Ortiz, pare no Havana para tomar um café e se deliciar com um dos seus alfajores. Cruzando a rua, a Farmacity o espera com seus inúmeros cremes, shampoos e cosméticos a ótimos preços e das mais diversas marcas.

Cruzando a rua avista-se a concorrida Levi’s e logo depois a gigante Nike com suas variedades de tênis e camisas oficiais do Boca Juniors. Também dê uma espiada na Complot com suas roupas lindas e divertidas. Seguindo, você encontrará com as lojas Como Quieras Que Te Quieres, Cheeky, Grisino, todas com roupas para crianças. Daí e só seguir caminhando e curtindo lojinha após lojinha, passando também pela chic Chocolate, até chegar à calle Gurruchaga. Dobre à esquerda e caminhe mais quatro quadras. À altura do número 897 estão a Prune e a Blaque, lojas famosas para bolsas, cintos e carteiras. Virando à direita na calle Aguirre você encontrará as imperdíveis Puma, Caro Cuere (lingerie), PortSaid, Cacharel, Timberland e Lacoste.

Vale lembrar que a maioria dessas lojas são outlets, ou seja, o négocio e garimpar. Ai sim, o que você não encontrar nessa região pode comprar nas lojas da Florida ou em algum dos bons shoppings da cidade (Galerias Pacifico, Abasto, Pátio Bullrich).

A maioria das lojas aceita cartão de crédito e de débito (é necessário liberar sua função internacional antes de sair do Brasil). Mas, é sempre bom ter dinheiro, pois algumas lojinhas pequenas não aceitam cartão ou têm promoções para pagamento em dinheiro. Viaje com dólares e troque por pesos aqui em Buenos Aires.

Se ainda tiver energia, tome um táxi para Palermo Soho, para passear por suas ruas descoladas. Pare na Plazita Armênia e entre em um dos barzinhos para tomar uma taça de vinho.

Boas compras & salude!”

PS. Também vale passear pela av. Santa Fe (entre av. 9 de Julio e av. Callao). Há lindas lojas de roupas, muitas de calçados e a maravilhosa livraria Ateneo.

Quem é a colunista: Priscila é brasileira, estudou Comunicação Social, é sommelier, vegetariana, e ama conhecer pessoas. Adora caminhar, comida saudável e viajar pelo mundo.
O que faz: Trabalha com Argentinique, sua empresa de assessoria de viagens para Buenos Aires.
Pecado gastronômico: Sorvete de dulce de leche do Freddo, em Buenos Aires.
Melhor lugar do Mundo: qualquer lugar desde que seja junto a minha 'metade'.


QQ outras dicas adicionais:
priscila@argentinique.com
Priscila Mills
www.argentinique.com
Tel: +54 (11) 4861-1330
Cel: 15 6416-2006

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

A noite dos contadores de história


Waldo Braga, Flávio Adauto, eu, Ricardo Capriotti, Carlos Inaba, Otacílio do Carmo e Alberto Simões.

Jornalista tem sempre algo para contar. Imagine então quando vários deles se reúnem, como ocorreu recentemente na reformulada sede da Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo, na Avenida Paulista. O presidente Ricardo Capriotti promoveu um novo encontro de congraçamento para associados. E, em um ambiente bastante agradável, velhos amigos se reencontraram.

Oportunidade melhor não poderia existir. Espalhados nas várias mesas do salão principal da Aceesp, experientes jornalistas trocaram ideias, contaram passagens ocorridas em inúmeras viagens, revelaram manias de companheiros, rememoraram momentos pitorescos, brincadeiras, curiosidades e se divertiram bastante. A conclusão foi uma só: que novas reuniões como esta devem ser programadas pela Aceesp. Os contadores de histórias antecipadamente agradecem. E prometem participar.


Flávio Adauto, Waldo Braga, eu, Otacílio do Carmo e Carlos Inaba.

Flávio Adauto, Waldo Braga, eu e Edemar Annuseck.

Flávio Adauto, Dirceu Marchiolli Maravilha e Edemar Annuseck.

Iglassy Inaba, Mara Barbalho, Cidinha Braga e Zenaide Lopes.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

E assim surgiu o Terceiro Tempo


PROGRAMA CRIADO ÀS PRESSAS VIROU SUCESSO

Daquela forma meio teatral como certos gênios agem, o diretor da Jovem Pan invadiu a redação dando a nítida impressão de que tinha algo muito importante a dizer. E tinha mesmo. “Pessoal, o Sanja (Estevam Sangirardi) está indo embora. Precisamos fazer alguma coisa!”, afirmou, com um misto de tensão, emoção, preocupação e insatisfação.

Estevam Sangirardi era o criador e produtor do Show de Rádio, um programa inteligente e alegre que tomava conta das tardes de domingo na rádio Jovem Pan, sempre após o futebol. Um programa repleto de personagens, todos com a cara dos torcedores dos principais clubes de São Paulo, cada um com características próprias das agremiações. A audiência era grande, não só daqueles ouvintes que estavam deixando o estádio em seus automóveis como também dos que ficavam em casa acompanhando as transmissões esportivas. A grande diferença em relação aos concorrentes era que o Show de Rádio mesclava humor, mas fazia uma recapitulação do que havia sido o jogo, até repetindo os gols e as principais jogadas. Dessa forma, fugia daquela mesmice que era a cobertura de vestiários, que as outras emissoras tanto exploravam. Já na Pan, tão logo o jogo acabava, começava o Show de Rádio, quase um teatro, com bons momentos de alegria e "tiradas" inteligentes.

Mas, naquele 1982, Estevam Sangirardi havia recebido um convite da rádio Bandeirantes e foi embora, levando a sua equipe. Daí a preocupação de Fernando Vieira de Mello, diretor de jornalismo da Jovem Pan. “Precisamos fazer alguma coisa já”, repetiu. Ele foi convocando todo o pessoal para dar ideias: os comentaristas Orlando Duarte e Randal Juliano, o repórter Cândido Garcia, eu (Sérgio Barbalho), que era o coordenador de esportes da emissora, e o José Carlos Pereira, chefe de reportagem.

De cara percebi que não poderíamos simplesmente montar o esquema comum de reportagens de vestiário como as outras emissoras. Para não copiar, e até porque considerava aquela fórmula ultrapassada, desgastada, entendi ser o momento de seguir por outro caminho. Naquele esquema comum de cobertura de vestiários, o narrador acabava sendo o grande prejudicado e, devido ao desgaste de ter transmitido mais de 90 minutos de futebol, afundava a transmissão pós-jogo, deixando tudo por conta dos repórteres, enquanto normalmente descansava da cabine com a sensação de dever cumprido. Já os repórteres, sem outra saída, “esticavam” as entrevistas, que ficavam monótonas. Era um desastre.

Por outro lado, a saída do Show de Rádio abriria mais espaço para o jornalismo, carro-chefe da Jovem Pan. Bastaria que fosse montado um projeto de jornalismo esportivo atraente. Enfim, a emissora poderia ouvir os personagens do jogo, os goleadores, os destaques, os técnicos. Desde que não fosse daquela fórmula superada.

Preparei um projeto, com mais de 20 opções, que alguns dias depois (11 de julho de 1982) apresentei ao Fernando Vieira de Mello e demais companheiros de emissora. Faríamos uma ampla cobertura de vestiários, porém não sob a condução do narrador. Muito menos do comentarista. O novo programa seria “ancorado” por alguém descansado, que estivesse com a corda toda, para dar ritmo à coisa. Esse profissional comandaria a nova atração diretamente do estúdio, como o apresentador José Nello Marques já fazia nas manhãs de domingo, antes do futebol, com o Plantão de Domingo, que cheguei a produzir por bons tempos.

O comandante do novo programa acionaria os repórteres dos vestiários com os personagens da partida, ele próprio faria as primeiras perguntas a esses personagens, solicitaria algum detalhe dos repórteres e ainda pediria que o comentarista desse a nota para a atuação do jogador que estava sendo entrevistado. Também mostraria para o goleador de que maneira o principal locutor da Pan, José Silvério, havia narrado o lance que originou o gol.

Outras novidades também foram imaginadas. Como a de utilização de repórteres fora do estádio para incluir outros personagens nessa grande reportagem pós-jogo. Assim, por exemplo, um jogador que tivera participação importante na partida iria conversar, via emissora, com sua mulher, que naquele momento estivesse em uma maternidade e acabara de dar à luz. Ou colocaria mãe e filho conversando. E assim sucessivamente. Era um cantor que entrava para falar com um técnico. Uma jogadora de basquete que batia papo com o seu ídolo no futebol...

O projeto que preparei foi rapidamente aprovado por Fernando Vieira de Mello, com o apoio de integrantes da equipe, especialmente Cândido Garcia e Orlando Duarte.
Esquema delineado, faltava o apresentador, aquele que seria o “âncora”. O Tuta (Antônio Augusto Amaral de Carvalho, proprietário da Jovem Pan), um atento ouvinte das transmissões esportivas de sua emissora, com toda a sua grande experiência radiofônica, optou por Milton Neves, um jovem profissional que até então atuava como plantão esportivo e que jamais imaginava naquele instante poder comandar o novo programa.

Definido aquele que conduziria a nova atração, restava dar um nome para essa possível atração. A sugestão veio de José Carlos Pereira, o chefe de reportagem. Por que não utilizar o nome do programa que vinha após o Show de Rádio e que, até então, dava ênfase para o jornalismo fora do futebol: Terceiro Tempo? Todo mundo achou ótimo, até porque esse nome casava com a jornada esportiva, com o jogo de futebol que acabara de ser transmitido.

Assim surgiu o Terceiro Tempo. Por mim idealizado, com a aprovação de Fernando Vieira de Mello, com nome dado pelo José Carlos Pereira, e com apresentador escolhido por Antônio Augusto Amaral de Carvalho. Milton Neves adaptou-se como uma luva ao projeto. À medida em que o programa era aprovado pelo público, Milton transformava-se em um competente “âncora” e sua carreira ganhou um crescimento espantoso. O Terceiro Tempo, grande sucesso do rádio, acumulou prêmios durante anos. Hoje, 27 anos após o seu lançamento como “âncora”, o premiado Milton Neves comanda o Terceiro Tempo na rádio e na TV Bandeirantes.


Momentos de descontração da equipe de esportes da Jovem Pan: Edemar Annuseck, o comentarista e ex-jogador Gerson, Milton Neves (com o filho no colo), Cândido Garcia, eu, Flávio Adauto, José Silvério e Odayr Baptista (da equipe do Show de Rádio).